Rally de Portugal estreia-se na Baixa do Porto em 2016
11-01-2016
Pela primeira vez, a etapa portuguesa pontuável para o Campeonato do Mundo de Rallys vai ter uma prova especial em pleno centro da cidade.
A classificativa, que começou a ser preparada há vários meses pela Câmara do Porto e pelo Automóvel Clube de Portugal, é a grande novidade da edição de 2016 do Rally de Portugal e terá lugar no dia 20 de maio.

A organização desta especial citadina estará cargo da empresa municipal PortoLazer e do ACP. A prova, que terá transmissão televisiva, promete levar milhares de pessoas à baixa da cidade. Nas ruas do Porto estarão em ação os melhores pilotos mundiais da disciplina, a mais popular do automobilismo em Portugal.

A operação, que implica a montagem de um autêntico circuito de competição na Avenida dos Aliados e ruas envolventes, tem vindo a ser cuidadosamente estudada em todas as suas vertentes e aproveitará a experiência e materiais que a Porto Lazer possui, provenientes do antigo Circuito da Boavista.

A "Porto Street Stage", como prefere chamar-lhe a organização, corresponderá a duas passagens sucessivas por uma classificativa, com uma extensão de 1.850 metros, nada tendo a ver com a demonstração realizada no Porto em 2010, a qual envolveu apenas nove carros e não contava para qualquer classificação.

Desta vez, a prova contará mesmo para a etapa portuguesa do Campeonato Mundial de Rallys e as exigências de segurança e organização são totalmente distintas, como prometem ser também o espetáculo e o retorno económico para o destino Porto.

O Rally de Portugal disputa-se em 2016, tal como no ano passado, no Norte de Portugal, de 19 a 22 de maio, fazendo, pela primeira vez, uma incursão no centro do Porto. O traçado exato da "Porto Street Stage" será comunicado por Câmara do Porto e ACP assim que as duas entidades encerrem o dossiê.

Em 2015, mesmo sem a classificativa no Porto, a despesa direta total ("new expediture") gerada pelo WRC Vodafone Rally de Portugal na economia do turismo do Porto e Norte de Portugal, assegurada por adeptos e equipas, atingiu os 65,2 milhões de euros. Os dados fazem parte de um estudo da autoria do Centro Internacional de Investigação em Território e Turismo da Universidade do Algarve em parceria com a Universidade do Minho.

Além deste valor, a audiência acumulada da prova foi estimada em 73,5 milhões de espectadores, que geraram um impacto adicional indireto de 62,2 milhões de euros, dando assim origem a um volume total de 127,4 milhões de euros de retorno para a economia do turismo e imagem do destino.