Há um novo festival de música a caminho do Parque da Pasteleira
05-07-2018
Chama-se Elétrico Porto Music Experience e tem estreia marcada para os dias 20, 21 e 22 de julho, integrado no programa Verão é no Porto.
Apresentado esta quinta-feira em conferência de imprensa, o Elétrico tem paragem marcada para o Parque da Pasteleira, nos dias 20, 21 a 22 de julho, constituindo uma das grandes novidades do programa Verão é no Porto, dinamizado pela empresa municipal PortoLazer entre julho e setembro. 

Mais do que um festival de música, o Elétrico Porto Music Experience pretende ser um evento que, tal como o tradicional veículo que inspira a sua designação, seja um transporte de emoções, capaz de trazer o mundo ao Porto, mas também de levar o Porto ao mundo.

Privilegiando o contacto com a natureza, o sol e o ar livre, o evento terá lugar no lindíssimo Parque da Pasteleira, "um espaço verde extremamente bem tratado e que merece ser mostrado e vivido por toda a cidade", como sublinhou na conferência de imprensa Filipe Araújo, vice-presidente da Câmara do Porto e vereador responsável pelo Pelouro da Inovação e Ambiente.

Projetado pela arquiteta paisagista Marisa Lavrador e construído entre 2004 e 2009, o Parque da Pasteleira ocupa uma área de sete hectares junto aos Pinhais da Foz, dispondo de ótimos acessos e proporcionando uma enorme mancha verde, onde predominam pinheiros bravos e sobreiros.

Ao ritmo da atual dinâmica da cidade, o Elétrico Porto Music Experience promete ser um festival jovem, fresco e irreverente, "ideal para famílias", como destacou Catarina Araújo, vereadora responsável pelos pelouros da Juventude e Desporto da autarquia.

"É um festival que se enquadra perfeitamente na estratégia que temos vindo a gizar para a cidade em termos de animação e que, estou certa, vai ser muito bem acolhido por todos os que aqui se deslocarem para assistirem ao festival e conhecerem este lindíssimo parque. Serão três dias de energia eletrizante", prometeu.

Além de um palco e respetiva pista de dança, o evento proporcionará ainda uma zona com food trucks, área de conforto, um playground para os mais novos se divertirem e uma zona de vinhos.
A fusão de quatro áreas inatas à cidade do Porto constitui outra das particularidades do Elétrico, que juntará, no mesmo espaço, música, arte, startups e energia.

O alinhamento do festival mistura de forma eclética nomes que marcam a história da música eletrónica, como Larry Heard (ou Mr. Fingers), Delano Smith, Nightmares on Wax, a escola de Chicago de Miss Honey Dijon, o carisma eloquente e abordagem descomplexada de Peggy Gou, ZIP (Thomas Franzmann), fundador da mítica Perlon e um dos nomes mais respeitados do house minima, que pela primeira vez se apresenta no Porto, ou mesmo Fumiya Tanaka o "Minamoto no Yoritomo" da eletrónica de dança japonesa.

Cristi Cons e Vlad Caia, com o projecto SIT, Joseph Seaton's e o seu alter-ego Call Super, Rhadoo, Sonja Moonear, DeWalta, e Nicolas Lutz são outros dos nomes que prometem trazer o melhor som até ao Porto.

A abertura do Elétrico vai contar com um concerto de Dharum & Helder Pizzicato, a mesma dupla que este ano será responsável pelo encerramento do célebre Boom Festival, e a performance Raio de Sol.

Este concerto será acompanhado com um discurso partilhado em modo performativo, com a intenção de ancorar o sentimento adequado para que o festival possa ser símbolo de energia positiva e ligação com o nosso mundo interior.

Mas este é um festival português que se quer também de mostra e promoção dos talentos nacionais. O Elétrico conta assim com o sempre fresco "guru" Rui Vargas ou os jardins sonoros de João Maria, assim como os talentos locais de Gusta-VO, João Semedo, João Tenreiro, André Cascais, Vasco Valente, a ensolarada Mafalda e a presença carismática de Diana Oliveira.

Por ser uma experiência que pretende ir além da música, o Elétrico aposta também numa componente de sustentabilidade cultural, através da ligação a agentes da cidade, com uma multiplicidade de propostas que prometem cativar todos os visitantes.

Em parceria com a empresa JCDecaux e o mítico espaço portuense de intervenção cultural Maus Hábitos, estará patente o projeto Mupi Gallery, que usa as estruturas dos múpis como instalação no parque para mostrar um conjunto de fotografias artísticas.

Outra presença confirmada no festival é a do projeto Sábado-feira, que ao ao longo dos três dias promoverá uma feira de arte onde se podem encontrar trabalhos de fotografia, pintura, desenho, ilustração, pósteres, fanzines, publicações ou cerâmica, entre outros trabalhos de autor.

A celebração do poder da tecnologia é outro dos propósitos deste festival, que vai juntar startups no Elétrico Press Start, em parceira com o The Next Big Idea.

O principal destaque deste espaço será um podcast gravado ao vivo, o primeiro sobre inovação e empreendedorismo, em que um conjunto de fundadores de startups, investidores e parceiros de ideias vão contar a sua história.

O programa do festival inclui ainda sessões de meditação diárias e um Sacred Dance Ritual, uma experiência única e rica em música eletrónica e étnico-tribal, através da dança e estímulos sensoriais dos cinco sentidos. Cada participante será convidado a fazer uma viagem de olhos vendados e descalço, dançando ao som e ritmo de um DJ set.

Organizado pela agência RDZ, o Indústria e a BySide, em parceria com a Câmara do Porto (através da PortoLazer), o festival promete um choque de energia nos dias 20, 21 e 22 de julho.

As entradas custam 25 euros (bilhete diário) ou 60 euros (passe para três dias).

> Horários
- Sexta e sábado: 14h00-01h00
- Domingo: 12h00-22h00

> Mais informação